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Inovar Podcast 9 – Meu carro minha dívida

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Vamos contextualizar:

Em maio de 2012 o governo abriu mão de uma parte do IPI, que é o Imposto sobre Produtos Industrializados, esse tributo foi criado pelo governo federal e somente ele pode legislar a respeito.

Com a baixa do IPI os valores dos carros baixaram um pouquinho, isso já foi o suficiente para que muitos brasileiros comprassem um carro zero quilometro, foi a realização de um sonho para muitos brasileiros que acreditaram estar fazendo um ótimo negocio, assim hoje não existe espaço para o carro em grande parte de nossas cidades. Estacionamento mais caro que a prestação de um carro zero quilômetro não é difícil de encontrar, novamente quem paga a conta do mal planejamento governamental somos nós..

Em 01/01/2015 o valor do IPI subiu novamente e está com os seguintes valores:

Para carros populares, com motor 1.0, a alíquota passa de 3% para 7%, que é o valor original.

Para automóveis com potência superior, o imposto passará de 9% para 11% , no caso de carros flex vai para 9% e 13% para modelos movidos a gasolina.

Com isso, o valor dos veículos passou a ficar mais caro novamente, significando, para os carros populares, por exemplo, um aumento entre 4 e 8% em seu valor para o consumidor final.

Fonte texto abaixo http://blog.mobills.com.br/2015/01/pensando-em-comprar-um-carro-leia-nossas-dicas/

Você realmente precisa de um carro?

Embora ter o próprio automóvel signifique comodidade, facilidade e liberdade de locomoção, muitas vezes, dependendo do seu estilo de vida, um carro não é tão necessário assim. Antes de pensar em como você vai adquirir o seu automóvel, coloque todos os prós e os contras bem definidos.

Se sua conclusão for que sim, que você realmente precisa de um carro e que pode pagar pelo seu custo, chegou a hora de se decidir pelo modelo.

A melhor forma de escolher o modelo do carro é analisando o uso que ele terá que atender. Será usado para trabalhar, visitar clientes, transportar as crianças à escola, ou seria um segundo carro? Para cada uma dessas necessidades existe um modelo de carro adequado, que não precisa necessariamente ser luxuoso ou dispendioso. Pesquise bem as opções!

Cuidado com os vendedores de carro

Vendedores tem metas, objetivos e recebem comissões por cada venda que fazem, então esteja certo que eles serão altamente persuasivos com você, fazendo você se sentir péssimo e pouco esperto se não comprar o carro que ele “indicar”.

Leve alguém que tenha bons conhecimentos sobre carros e peça opinião de varias pessoas. Não tenha pressa na compra, o tempo pode ser um bom aliado.

Financiar não é a única opção

Geralmente, quem compra um carro não levanta de um dia para o outro dizendo para si mesmo: “Chegou a hora, vou comprar um carro hoje”. É uma decisão tomada depois de vários dias de reflexão. Se você não precisa do carro imediatamente para algo muito urgente, considere a hipótese de esperar mais alguns meses, juntando todo o dinheiro possível para dar uma boa entrada nele ou, quem sabe, pagar à vista.

Financiamentos são extremamente carregados de juros, que transformam as parcelas de pequenas e amigas a enormes inimigas, comprometendo muito mais do seu orçamento do que você se dispôs a pagar inicialmente. Se possível, evite. Principalmente os financiamentos oferecidos pelas próprias concessionárias, que são práticos, rápidos e vantajosos… para elas!

Quem tem carro, tem gastos

Agora sim vamos entrar no assunto principal deste podcast, vamos falar dos gastos pós compra.

Se você acha que as passagens de ônibus são caras, que taxi é um valor absurdo, prepare seus ouvidos que vou começar a destrinchar os gastos de um veículo.

A primeira coisa que falarei é sobre gastos com combustível.

Isso parece obvio, mas muitas pessoas quando estão escolhendo um carro não sabem qual o consumo do modelo escolhido. Dependendo do modelo a diferença é enorme, principalmente se o carro for muito usado no dia a dia.

Pare pra pensar, se você gasta 200,00 reais por mês com ônibus não pense que com o carro você gastará menos. Um opção caso queira economizar é uma moto, mas moto não é o foco deste podcast.

Para ilustrar o que estou falando vou citar valores:

No ano de 2014 eu gastei aproximadamente 2.300,00 reais somente com combustível.

E olha que no ano passado eu alternei o uso do carro com uma moto, pois na época eu tinha os dois.

Você acha que esse valor é porque meu carro é luxuoso! Negativo! Meu carro é um fiat siena 1.0.

Meu carro faz em média 12 quilômetros por litro.

Tem modelos que fazem apenas 6 quilômetros por litro, sentiu a diferença?

Não se espante, estamos apenas no começo.

O que é e como é calculado o IPVA?

O Imposto sobre Propriedade de Veiculo Automotor, IPVA, é calculado com percentuais diferentes em cada estado, o calculo é feito com base no valor do veículo na tabela FIPE.

Em determinadas regiões a alíquota para carros de passeio, por exemplo, pode ser de 4%, enquanto que em outras um automóvel com mesmas características tem alíquota de 2%.

A Tabela Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas indica os valores dos veículos novos e usados, de todas as marcas e modelos. A tabela é utilizada pelos governos estaduais para base de cálculo do imposto.

Para se chegar aos valores da tabela são considerados os preços médios dos veículos das várias regiões do país e com diferentes características, como estado de conservação, cor, tipo de pintura e itens acessórios ou opcionais.

O calculo pode ser feito em uma calculadora comum, bastando digitar o valor do veículo, multiplicando pela porcentagem de seu estado e para finalizar aperte a tecla de porcentagem.

Em meu estado posso conferir os débitos de IPVA e multas no site do detran estadual, acredito que em seu estado seja da mesma forma.

“Na transcrição do podcast você encontra uma tabela com os valores cobrados em cada estado.”

Confira abaixo a alíquota do IPVA de cada estado.

SulRio Grande do Sul: 3%

Santa Catarina: 2%

Paraná: 2,5%
Sudeste

São Paulo: 3% e 4%

Rio de Janeiro: 4%

Minas Gerais: 4%

Espírito Santo: 2%
Distrito Federal: 3%

NordesteBahia: 2,5% e 3,5%

Sergipe: 2%

Alagoas: 2,5%

Pernambuco: 2,5%

Paraíba: 2%

Rio Grande do Norte: 2,5%

Ceará: 2,5%

Piauí: 2,5%

Maranhão: 2,5%

NorteTocantins: 2%

Pará: 2,5%

Amapá: 3%

Amazonas: 3%

Roraima: 3%

Rondônia: 3%

Acre: 2%
Centro-Oeste

Mato Grosso: 3%

Mato Grosso do Sul: 2,5%

Goiás: 2,5 e 3,75%

Fonte da alicotas: http://www.carrosnaweb.com.br/ipva.asp

Quais outras taxas e tributos são cobrados?

Vou citar algumas, mas elas podem variar de acordo com seu estado.

Seguro Obrigatório. DPVAT

O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não (conhecido como DPVAT) tem a finalidade de amparar as vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, não importando de quem seja a culpa dos acidentes. O DPVAT é um seguro destinado exclusivamente a danos pessoais (morte e invalidez permanente e despesas de assistência médica) não prevendo cobertura de danos materiais causados por colisão, roubo, furto de veículos ou incêndio de veículos.

Para receber o DPVAT, não é necessário um intermediário para dar entrada no pedido de indenização. Há seguradoras consorciadas em todo o Brasil e também agências dos Correios para receber as vítimas de trânsito. Basta apresentar os documentos na seguradora ou agência dos Correios que faça atendimento do Seguro DPVAT no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente.

O pagamento da indenização é feito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária. O valor da indenização é de R$ 13,5 mil no caso de morte e de até R$ 13,5 mil nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2,7 mil em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.

Pagamento rateado do DPVAT

Os recursos do Seguro DPVAT são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde, para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. Outros 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

Fonte: http://economia.terra.com.br/direitos-do-consumidor/por-que-pagar-um-seguro-se-ja-pago-todo-ano-o-dpvat,316c57a179e6b410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Existem outras taxas que vou citar sem detalhar muito:

Taxa dos Bombeiros.
Taxa de licenciamento.
Taxa de manutenção e conservação de vias.

Não se esqueça das multas, caso receba alguma vão querer que sejam pagas junto com as outras taxas. Em seu estado pode até existir outras.

Qual o consumo médio de um carro?

Não vou citar o consumo médio de um carro, pois isso vai depender de vários fatores. Como por exemplo, Modo de condução do veículo, conservação de peças, conservação e material usados na estrada, tipo de combustível, calibração dos pneus, entre tantos outros fatores.

Mas na transcrição do podcast deixo um link para um arquivo em .pdf com o consumo de carros de 36 marcas e 583 modelos diferentes.

Link com o comsumo de 36 marcas e 583 modelos de carros.
http://estaticog1.globo.com/2015/01/20/veiculos_leves_2015.pdf

E a manutenção do veículo?

Vou usar novamente o meu exemplo para citar os gastos com manutenção.

No ano de 2014 gastei 550,00 com troca de óleo, e algumas peças. Mas não use esse valor como parâmetro, pois já no começo de 2015 gatei 410,00 com um conserto na parte de embreagem.

E ainda tenho que alinhar e balancear as rodas, e talvez trocar pneus.

Como é calculado o valor de venda de um carro novo no Brasil?

Para ajudar na resposta desta pergunta deixo um artigo do Canal do Otário na transcrição deste podcast.

Lá você encontrará uma resposta bem clara e objetiva sobre o tema, e se ainda não conhece o Canal do Otário recomendo que conheça e acompanhe. É uma iniciativa espetacular que já me ajudou bastante.

Visite – www.canaldootario.com.br

http://www.canaldootario.com.br/blog/por-que-o-carro-no-brasil-e-tao-caro/

Você não é dono do seu carro! Sabia?

Agora vou lhe trazer algo para pensar.

Se você aluga algo e não paga o aluguel, o objeto alugado pode ser tomado de você por falta de pagamento.

Resumindo, o aluguel é uma contraprestação que você paga para usar algo que não é seu. Correto!

Agora se você vem andando em (abre aspas) “seu carro” (fecha aspas), e é parado em uma blits o guarda verifica que o pagamento do IPVA está atrasado e seu carro é recolhido.

Mas o carro não é do governo, como é que ele toma o carro assim, como se fosse o dono?

Bom, acredito que da forma como está, você paga uma concessão, um aluguel para usar o carro, o carro na verdade é do governo, e o pagamento das taxas é um aluguel com outro nome.

Quanto eu gasto mensalmente com meu carro.

Novamente usando o meu caso como exemplo gastei no ano de 2014 em média 744,00 reais por mês só com o carro. Totalizando 8.927,59, fora o que esqueci de registrar na planilha que uso para gerenciar minhas finanças.

Neste valor está incluído a compra dele, pois tomei um empréstimo para compra-lo e ainda estou pagando.

Duas observações:

Primeiro o carro comprado foi usado, e não novo, se fosse um carro novo acredito que estaria pagando bem mais com prestação e por um período bem maior.

Segundo, ninguém tem a vida igual a ninguém, então o valor para você com certeza será diferente deste que mencionei.

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A primeira pessoa que comentar no post deste podcast, lembrando que está é a edição de número 09 ganhará a Planilha de controle financeiro pessoal gratuitamente, já as demais poderão adquirila com desconto especial, para ter acesso ao desconto basta acessar a transcrição deste podcast no site e lá o código de desconto estará disponível.

 

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Abaixo vídeo com a música: Pra você dar o nome de 5 a Seco.